Eu deixaria minhas manias de lado para poder acompanhar você. Beijaria sua boca em desespero que receberia a reciprocidade doce da sua eterna vontade de volta. Eu buscaria caminhos mais hábeis e fáceis, para poder chegar até você; e lançaria no mar palavras que a maré levasse para que você ouvisse. Eu diminuiria as ironias e riria menos para poder te ouvir mais. Tentaria não entender a rapidez dos fatos e deixar acontecer na fluência dos atos. Seria menos exigente comigo mesma e deixaria a vivência fazer o de melhor entre nós dois. Ouviria suas músicas e você as minhas e nós de imediato gostaríamos por conta do nosso (refinado) gosto parecido. Eu deixaria um lado vago no colchão da minha cama para você se deitar comigo só para conversar sobre diversas áreas das nossas vidas e fazer carinhos. Eu lutaria com o vento e ignoraria os sentidos. Jogaria pôquer em um cassino proibido. Ganharia dinheiro para uma viagem que cruzasse o país e só parasse quando eu soubesse que havia chegado ao meu destino. Cruzaria os dedos para que gostasse de mim. Apoiaria suas decisões difíceis e aquelas entre cor de camisa/sapato/gravata. Eu teria amnésia e você seria o primeiro cara na minha vida. E isso poderia ser algo que não mudasse nunca.
Usaria uma camisa sua como vestido e assitiria os nossos filmes favoritos com um balde de pipoca e um sorriso bonito. Faria brigas de travesseiros com você quando passasse as férias na sua linda cidade, e choraria na hora de ir embora. Cantaria, mesmo que mal, músicas clássicas que nos fazem parecer iguais. Faria você esquecer o que você passou, com quer que fosse. Tentaria ser boa em romantismo e dizer coisas que fizessem você acreditar no que sinto. Esqueceria que são somente 15 dias desde que 'nos encontramos' e contaria o número real de dias que seria de acordo com o que conversamos. Veria o Sol nascer com você na linha depois de uma madrugada inteira de risadas e palavras doces. Eu diria agora para você que tudo o que acabei de dizer são verdades a serem realizadas, e que há muitas outras, que diria eu, são surpresas do destino. Que podemos estar absurdamente errados e ao mesmo tempo incrivelmente certos. O que nos vale agora é o quanto que nós disponibilizaríamos a sentir isso. E mais uma vez, eu ainda estou descobrindo.
I get so breathless, when you call my name,
I've often wonderd, do you feel the same?
