para entender esse texto leia primeiro: The Guy Of The Sunset
Ele voltou, e eu não acreditei. Passou-se muito tempo desde sua partida, porém agora, parado na minha frente conversando livremente comigo ele ainda é o mesmo. Confesso, de fato, que a princípio fiquei sem reação. Mas ora, como não ficaria? Havia eu pensado todo esse tempo que tinha perdido uma das poucas pessoas que me compreendia. E não tão tarde depois, pelo menos não para a vida, ele voltou impecavelmente novo, porém ainda ostentando seus traços antigos. Eu não vestia roupa nova e nem estava arrumada. Na verdade estava comumente jogada a rotina, com minhas roupas sem graça e repetidas. Mas eu estava bem, pois ele não se importava. Na verdade, ele nem ligava para o que eu estava vestindo. Ele lembrou de tudo, lembrou-se e me fez lembrar junto. Lembrou de quando pulei da pedra alta em direção ao mar, me lembrou das nossas conversas, nada sensatas e tanto quanto divertidas. Lembrou de coisas nas quais pensei que haviam sido esquecidas pelo tempo, por mais curto que esse tempo fosse para se esquecer. Ele estava sentando comigo, na pedra onde nos conhecemos e onde tudo começou. E mais uma vez eu não pude acreditar. Então ele me contou sobre a menina que o levou embora. Aquela que pulou de de outra pedra alta, e que de certa forma o conquistou. "Triste fim", pensei. Ele é uma das melhores pessoas que conheço e ela tratou-o como água do mar batida em um daqueles paredões imponentes que rodeavam a costa e escoava de volta à margem. Mas não falamos muito dos tristes fins de um tempo no qual não nos comunicávamos. Propus estão para que ele pulasse da pedra alta comigo. Direto para o mar e para a renovação. O céu estava alaranjado; mas não era o alaranjado de um crepúsculo como aquele quando ele se foi. Era o amanhecer, a alvorada de um novo dia. Deixei o momento parar no tempo e fiquei a observar aquela parte do dia que tanto me encantava, assim como o seu contraste no fim de tarde. Suspirei pois me faltava o ar e segundos depois ele sorriu talvez me achando esperta por aquela proposta ou tola demais por propor algo com ele. O observei em silêncio e lembrei quando ele, por mais uma vez, disse que eu ser observadora é uma "característica legal". Me permiti sorrir junto com ele. A proposta ficou em aberto e voltamos a conversar. Eu estou a aguardar a resposta. Afinal, somos uma multidão de poucos, uma exceção a regra e o começo de uma trajetória onde não se vê o fim.
Ele voltou, e eu não acreditei. Passou-se muito tempo desde sua partida, porém agora, parado na minha frente conversando livremente comigo ele ainda é o mesmo. Confesso, de fato, que a princípio fiquei sem reação. Mas ora, como não ficaria? Havia eu pensado todo esse tempo que tinha perdido uma das poucas pessoas que me compreendia. E não tão tarde depois, pelo menos não para a vida, ele voltou impecavelmente novo, porém ainda ostentando seus traços antigos. Eu não vestia roupa nova e nem estava arrumada. Na verdade estava comumente jogada a rotina, com minhas roupas sem graça e repetidas. Mas eu estava bem, pois ele não se importava. Na verdade, ele nem ligava para o que eu estava vestindo. Ele lembrou de tudo, lembrou-se e me fez lembrar junto. Lembrou de quando pulei da pedra alta em direção ao mar, me lembrou das nossas conversas, nada sensatas e tanto quanto divertidas. Lembrou de coisas nas quais pensei que haviam sido esquecidas pelo tempo, por mais curto que esse tempo fosse para se esquecer. Ele estava sentando comigo, na pedra onde nos conhecemos e onde tudo começou. E mais uma vez eu não pude acreditar. Então ele me contou sobre a menina que o levou embora. Aquela que pulou de de outra pedra alta, e que de certa forma o conquistou. "Triste fim", pensei. Ele é uma das melhores pessoas que conheço e ela tratou-o como água do mar batida em um daqueles paredões imponentes que rodeavam a costa e escoava de volta à margem. Mas não falamos muito dos tristes fins de um tempo no qual não nos comunicávamos. Propus estão para que ele pulasse da pedra alta comigo. Direto para o mar e para a renovação. O céu estava alaranjado; mas não era o alaranjado de um crepúsculo como aquele quando ele se foi. Era o amanhecer, a alvorada de um novo dia. Deixei o momento parar no tempo e fiquei a observar aquela parte do dia que tanto me encantava, assim como o seu contraste no fim de tarde. Suspirei pois me faltava o ar e segundos depois ele sorriu talvez me achando esperta por aquela proposta ou tola demais por propor algo com ele. O observei em silêncio e lembrei quando ele, por mais uma vez, disse que eu ser observadora é uma "característica legal". Me permiti sorrir junto com ele. A proposta ficou em aberto e voltamos a conversar. Eu estou a aguardar a resposta. Afinal, somos uma multidão de poucos, uma exceção a regra e o começo de uma trajetória onde não se vê o fim.
