Sunday, May 29, 2011

Contagious chemistry.

Eu tentava fugir naquela noite lúgubre, com a garganta intumescida de tantas coisas que eu não havia dito, mas o meu profundo desejo era ficar, porque longe da tua presença eu era algo inútil, portanto desvaneceria se não o tivesse comigo. Me sentia culpada por ser tão dependente do seu beijo cálido, que me abrasava todas as vezes em que me rendia aos teus encantos, mas eu escolhi partir pra não despejar nas tuas costas toda a dor que me cerrava o peito. Escolhi virar as costas, trêmula e desestimulada, mas deixando transparecer nos meus olhos toda a dor dos meus atos, até você me ver desaparecer na vertigem do tempo. Eu pude escutar de longe o teu gemido e meu corpo pulsou ao sentir a sua dor, porém não deixaria que aquilo tomasse conta das minhas decisões, pois eu havia passado muito tempo me preparando pra chegada desse momento, onde os sentimentos não seriam mais um só e os motivos pra ficar já teriam se tornado obsoletos. Se eu não nos libertasse dessa muralha, talvez nunca soubéssemos o que é a real entrega ao acaso, nem saberíamos o que é amor intenso, dos mais celestiais, aquele que prova para o mundo que o abandono pode ser coragem e forma de proteger o outro. Eu o observo caminhar pela vila, totalmente estarrecido e desprezado pela noite, procurando subterfúgios para se defender do amor,  de  mesmo modo  procurando-o para se defender de mim.

Sunday, May 15, 2011

Envolta

Prólogo
Em algum lugar da Bretanha, segundo milênio a.C. 

Tudo parecia ruir ao nosso lado, saí da cabana ainda atordoada com o fogo que começara há minutos atrás e quase bloqueara minha saída. Escoltei Aryana e Elvia até conseguir chegar à parte da floresta que não estava em chamas, ainda a tempo de colocá-las na carroça que tentava fugir com parte da aldeia, mas quase sem sucesso. Não consegui subir e deixei meus olhos se perderem na curva até eles desaparecerem em meio às folhagens. Atordoando-me novamente corri procurando um local seguro para me esconder deles. Eram grandes e emitentes, em seus cavalos empunhavam espadas e cortavam sem pena a garganta de meus vizinhos e companheiros. Estava perdida, pensei.
Era a terceira vez no ano que eles apareciam dessa maneira, alegando que nós não éramos dignos de viver, que nossa crença era errada e obscura e que todos nós devíamos morrer calados. Sempre fora assim, desde quando meus pais ainda eram meninos. Eu não os odiava; pois não se odeia ninguém. Mas eu não aguentava mais tudo aquilo.
O fogo se alastrou lambendo toda a tábua de madeira que ficou em cima da minha cabeça em um pequeno buraco no chão no qual me enfiei. Foi ficando quente demais para suportar e quando saí com minhas roupas já chamuscadas, Artur apareceu em um cavalo marrom e agarrou-me pela cintura. Segurei nele com toda a minha força, mas foi em vão, uma parte dos cavalheiros apareceu e nos cercou pelos quatro cantos. Artur tentou nos defender com uma madeira grande e pesada que ele havia encontrado no meio do caminho. Porém ao tomar a iniciativa de tirar a arma do inimigo já era tarde demais. O sangue quente em meu estômago começava a pulsar e meus olhos fixaram-se nos olhos do cavalheiro a minha frente.
        - Bonnie! – Ele gritou, e então jorrou de sua boca o líquido vermelho.
Vi então, que tudo havia acabado. O inimigo se aproximou por trás de nós e nos apunhalou. A espada atravessou nossas costas perfurando tudo, sem dor. Artur segurou a minha mão com força, como se quisesse se agarrar à vida. Segurei sua mão de volta como um pedido de socorro que nunca chegaria a ser ouvido. Tudo ficou confuso e já não enxergávamos nada. Minutos depois, sem mais hesitar, estávamos mergulhados na escuridão.

Prólogo do livro no qual estou escrevendo.
Proibida a repercussão total ou parcial desse material.

Sunday, April 17, 2011

Du riechst so gut.

"Eu acho você. A trilha está fresca sobre a ponte. Goteja seu suor, seu sangue cálido. Eu não te vejo. Sinto apenas seu cheiro e sua presença. Um predador que grita, faminto. Posso te farejar a milhas de distância..." - Rammstein


Sunday, March 27, 2011


Porque nada, soa tão bonito.

Vamos então expor os segredos. Tudo bem, se você não quiser falar é claro, até porque são segredos. Mas de uma forma ou de outra eu confesso que gostaria de saber. Hoje eu acordei com essa impressão de que você me esconde as coisas. Porém não por maldade, mas por plena convicção de que tudo na sua vida antes de me conhecer não tem a mera importância e que por isso eu não gostaria de saber. Saiba que está errado, querido. O sol nasceu amarelo na janela branca de madeira arando o piso suavemente até subir pela minha cama, dar um beijo de bom dia no meu rosto e finalmente tocar seu cabelo castanho fazendo-o brilhar e virar inocentemente um segundo sol, agora muito mais perto de mim e com calor dobrado. Eu sempre te achei esperto por ter escolhido o lado da cama no qual o sol chega por último e ainda por grande esperteza deitar de costas para a janela de forma que aquele pequeno filete caloroso não o incomode e o faça acordar.  Me disponibilizo metade de uma hora para olhar para você enquanto levanto, me arrumo, desenrolo o  cabelo que insensivelmente insiste em acordar desta maneira e me pergunto mais uma vez como, numa canção, sobre seus segredos. Eu gostaria sim de voltar alguns anos atrás por mais clichê e vintage que pareça, mas eu gostaria. Não que eu nunca quisesse ter te conhecido, é que na verdade eu gostaria de ter me preparado melhor para você. Talvez se eu já soubesse que haveria alguém como você me esperando no futuro, eu tivesse sido alguém melhor, alguém que você pudesse ver através da casca externa e assim quem sabe, eu tivesse encontrado você antes nesse passado no qual eu gostaria de voltar. Creio eu que agora estou sim atrasada, o relógio despertou pela enésima vez na cozinha e meu amor, se for tarde demais não voltarei a tempo. Porque nada soa tão bonito quanto quando ponho a minha chave na porta e você aparece atrás dela pronto a segurar meu cansaço se acaso eu precisar e dizer: 'Não quero saber sobre seu trabalho, fale-me sobre você...'. E nos deleitamos no sofá a sorrir, e voltamos a dormir até que no dia seguinte eu me pergunte novamente sobre os tais segredos que se escondem em você.

Soul Destination

Hoje o dia amanheceu cinza, nada mais que o cinza e sua existência quebrada somente pelos filetes fracos de Sol que ainda lutam e relutam por expor sua beleza. Mas hoje, não mais do que hoje eles falharam. Honestamente eu estou andando pelas ruas dessa cidade por obrigação, pois nada me impulsiona já que não há a certeza se irei encontrar com você novamente naquela esquina. A canção em coro emana no meu coração pedindo quase que desesperadamente para esquecer você, e eu, assim como os filetes fracos do Sol, reluto por outra vez. 'Ele não quer nada com você' - mentira. 'Você não pode se apaixonar' - outra inverdade. E eu sigo, e eu espero e o céu está cinza. Eu poderia ter cruzado com você por inúmeras vezes, mas não aconteceu. E eu me pergunto se há motivos maiores para que só agora, nesse exato momento, onde nada mais faz sentido em assunto nenhum para mim, isso me acontece. Logo quando me proibi de ser sentimental, logo quando jogo a chave enferrujada do meu coração no pote empoeirado da prateleira da cozinha e não me há coragem de ir até lá para pegá-la de volta. E então eu entro no carro e ele dá a partida, e eu encontro o caminho entre minhas dúvidas mas eu ainda não sei se encontrarei com você. Se há lado injusto na dúvida, é justamente o fato de você simplesmente não saber, e ainda mais, de nem se quer imaginar como se portar diante de tal situação. A música repete pela décima terceira vez, e eu continuo a contar pois essa melodia mais do que qualquer outra me faz ter você ilusóriamente mais perto. E eu vejo você no banco ao lado, rindo para mim, segurando minha mão e beijando suavemente minha bochecha; e então eu olho de novo e ali naquele espaço é o frio que preenche tudo o que para mim poderia ser uma verdade. Sei que nunca saberá disso, e se um dia souber eu fico a imaginar que tipo de reação você teria. Uma risada? Um abraço reconfortante? Um beijo inesperado? E por mais que nesse dia cinza tudo esteja claro eu ainda caminho pela estrada escura de uma imensidão que por mais improvável que seja, gostaria de estar caminhando com você.

Sunday, March 13, 2011

Into your arms.

Eu sempre congelo pensando nas palavras pra dizer
Todas as coisas que ele faz, fazem isso parecer amor. E se é apenas um jogo, eu gosto do jeito que jogamos.

 Eu ouvi no fundo a sua gargalhada. Eu sei que é algo comum, mas eu me prendo aos pequenos e mínimos detalhes. É que faz falta quando eu não a ouço. Não é dificil saber que você já dança conforme o ritmo da nossa música. Eu brinco um pouco, rio de você, mas sempre caio no seu jogo. Você disfarça, tenta fugir, mas se entrega e também faz parte de mim. Em outro caso seria uma bagunça, mas no nosso caso é saborear todos os gostos que a vida dá. Eu não temo o amanhã. Porque enquanto eu te tiver do meu lado, tiver o calor do seu corpo e a alegria dos seus gestos festejando junto aos meus, eu vou sossegar a minha cabeça no seu ombro. Caminho com delicadeza, seguro a sua mão, faço você dar voltas do meu lado, pra matar o tempo que perdemos durante os desencontros da vida; e eu fui me desencontrando de tudo até te encontrar, desencontrado de si, e de mim em outra ocasião. Mas agora eu te tenho perto, e tenho dúvidas, mas elas não conseguem interferir no jeito que eu te amo quando você me beija com calor; eu te afasto, me aproximo, você volta pra pedir abraço, eu te nego carinho, insolente, querendo fazer jogo duro pra você se render ao meu charme; acabo seduzida por mais um sorriso seu... Você faz graça, eu fico em silêncio, você fica corado e eu começo a rir de você; você fica sério. O tempo todo nós brincamos, jogamos e xeque mate nisso que eles dizem que é amor; mas sinceramente-eu-não-sei; fixo o olhar em você, eu leio sua mente e você fecha os olhos, o seu olhar me acolhe, mas eu derreto em você tentando não me deixar levar, e pra onde mais eu poderia ser levada se eu não me tenho tanto quanto você me tem? Não sei onde é que estou, ou onde fui parar, eu te digo que não posso ir, você acha graça e se joga na cama, eu escuto o estalo mesmo do outro lado da linha, meu coração acelera quando eu sei que você está chegando com seus passos leves, se aproximando da soleira da minha porta. Fique aqui esta noite, não deixe o amor ir embora pelo menos hoje porque eu preciso de você mais do que eu posso mostrar, e se eu estou na sua foi porque me permiti, você sabe que nunca é tarde pra se divertir; mas os seus sentimentos importam pra mim. Eu adoro quando você diz que eu sou linda, quando você me agrada com aquelas flores perfumadas; quando seu instinto é maior que você e você se torna um cavalheiro inigualável, peça rara nessa estrada suja. Você gosta da minha voz; você sabe o que a nossa alegria faz, você vem pra mim sem vergonha, sem receios de se deleitar em uma paixão entorpecente e perigosa. Você diz que me conhece, mas não consegue captar meu olhar que te ataca, te deseja com ferocidade; que te arranca pedaços, te devora. Eu tinha tanta coisa pra te dizer, que sinto em segredo só por você. E em outro dia, sei que você não passa de uma interrogação, um complexo indefinido, algo que eu nunca tinha visto mas eu quis experimentar, eu quis ficar, até te beijar...

Saturday, March 12, 2011

Summer boy.

Ah, esses Veraneios... o vento me disse que te traria até mim, e eu não tinha acreditado até então. Os astros sempre me disseram que você me tomaria, e eu só dei créditos quando me vi seduzida por você. Eu me lembro como você se vestiu no nosso primeiro encontro. Por que as coisas fazem tanto sentido agora? A verdade é que eu te admiro. Não importa onde essa paixão dê, do amor eu vou sempre lembrar. E eu vou guardar aqueles momentos de entrega, aqueles sorrisos sinceros e o romance que nunca deixou de nos acompanhar. Venha, sente aqui do meu lado pra contemplar a luz da lua, se sirva com uma taça de vinho e saboreie o silêncio que faz na rua. Não sei se nós vamos ter outro momento como esse, então aproveite ao máximo enquanto ele durar. Não vá embora, espere e passe a noite comigo, porque eu só vou deixar você ir embora quando o raiar do rei sol me cobrir por inteira na cama, e tomar meu corpo como você faz. Ah, os seus olhos! As coisas que eu vejo dentro de você através deles, a porta pra sua alma. Como eu queria mergulhar por inteiro pra dentro de você, desse jeito que eu faço; mas volto por medo de não achar mais saída; só que bem profundamente, sem arrependimentos. Eu não quero ter que voltar pro lugar de onde vim sem saber que sempre terei a sua companhia pra brindar a vida; que seja. Eu não quero ter que ir embora por desamores, desafetos, eu quero que você esteja presente nem que seja pra dizer que eu sou louca. Mas se eu tiver que ir embora, não se apresse, não tema que eu não volte. Sou imprevisível como a chuva de verão. Aos poucos vou arrancar suspiros apaixonados do seu peito másculo, vou te beijar intensamente como se fosse a última vez, vou te fazer entender que é pra ficar e me despedir quando tiver que ir embora de vez. E se minha estadia for te machucar, eu prefiro que você vá e me tire da sua vista, porque por mais que eu insista, só você pode saber ao que mais se adapta, o que te faz sentir melhor. É porque eu sou um porto inseguro, um lugar que você pode estar apenas por uma noite, por dias, ou nunca mais. Só não tenha medo. Seus olhos são como o pôr-do-sol, não canso de admirá-los, porque a minha alma é tocada pela infinitude desse teu encanto. Não peça pra que eu te esqueça. Viver sem teu abraço é algo que eu posso com o tempo superar, mas apagar sua memória de mim é o que de mais impossível eu temo. Você pode me dar a mão se você se sentir só. Eu posso fazer isso por você, eu posso segurar a sua mão. Só não lhe garanto dar o meu coração. É só você ir devagar. Porque o tempo trará todas as respostas, tanto as que eu procuro, quanto as que você nem pensa que existem.

Friday, March 11, 2011

Involved and engaged

Passam-se os dias e desta vez mais devagar. Não se trata de mudar, somente de viver, de arrumar forma mais plena em se centralizar. Talvez seguir em frente ou manter-me sentada a esperar você nesse extenso gramado verde que cobre todo esse espaço do meu pensamento. E por mais que não tenha prometido a você nada mais do que agrupar em nós todos os nossos sentidos só para segurar sua mão enquanto você estiver pendurado no mesmo penhasco despencando e dizendo que só quer mergulhar para se divertir, eu ainda me disponibilizo para muito mais do que isso. E você sabe. Não querido, hoje não - eu digo. E as vezes você ignora, as vezes não, e as vezes larga a minha mão por espontaneidade e flutua, e aquele momento meu de desespero passa quando percebo que você hoje, pelo menos dentro de mim pode voar, e pode ir e voltar quando quiser, quando puder. Pois eu virei aquelas com medo de amar e  você aqueles do tipo que não entende o sentido de se entregar; e a gente segue assim; nem sempre tão feliz, mas segue assim. 
Pegue seu avião e venha para cá. Depois da colina eu ainda posso te mostrar que honestamente porém, há algo mais vivo para ser vivido, algo novo para nós dois e talvez seja hoje que chegaremos ao infinito. Mas se vira as costas para mim eu até poderia correr, mas não querido, hoje não. Pois se queres um tempo por mais que demore a passar com o vento eu entendo. E então você pode ir, mas não para sempre. Para sempre não. E não me pergunte os porquês, até mesmo porque eu não os tenho e se tivesse não os diria a você. Eu fiz os biscoitos, pus a mesa e liguei a música, você poderia aparecer aqui hoje, só hoje e eu não me importaria com essas roupas largas, o pouco espaço e minha não convencional face de motel fechado. Na verdade eu estou dizendo isso tudo só para conseguir uma companhia. Não quero de você uma mente iludida.
Pois eu gosto quando ri das minhas caretas, quando pego o seu olhar a observar as minhas poucas tatuagens e quando diz que sem elas talvez eu não fosse a mesma. Gosto também quando esquece que sua casa existe e dorme por três dias aqui, e quando diz que envelhece quando seus dedos enrrugam no banho e que queria poder envelhecer na verdade somente assim, e me faz feliz ao me acordar com o seu  'vamos caminhar' e eu digo 'Não querido, hoje não' e você se acomoda, você aceita e você deita e se deleita comigo a ler poemas velhos para você de um tempo em que meus pensamentos ainda eram pequenos demais e se retiam a turbilhões não elaborados. 
Mas eu não quero que vá embora. Não definitivamente. Portanto vá para a casa, trabalhe e viva só pelo prazer das outras palavras ditas de outras pessoas em outros dias. Mas volte quando puder; ou quando cansar da sua vida e quiser por mais algum momento fazer parte da minha.

Hey boy, I really wanna be with you...

Eles estão apaixonados, mas ainda não sabem. Na verdade, eles estão juntos sempre, mas isso eles sabem muito menos. Ela já cansou de observá-lo pela rua, andando sozinho, pensando na vida e em quais decisões tomar ou como deve proceder em relação a garota que ele gosta, antes de adentrar pelo prédio no qual ele está se aperfeiçoando de certa forma para honrar algo muito maior do que uma carteira de trabalho (é o que ela acha). Mas ela nunca disse nada e nem procurou sequer falar com ele; pois achava que depois de tanto tempo seu rosto já havia caido no esquecimento e que ele nem olharia para seus belos olhos castanhos. Engano, o dela. Quando ele esteve suficientemente perto para olhar suas feições, ele lembrou daquela festa, daquele  dia, e de como tudo poderia ter sido diferente se ela tivesse dado a ele uma chance. Ele sorriu e ela por sua vez de tão tímida que estava retribuiu com uma reação boba de surpresa e felicidade. Dai então a amizade, ou quase isso, surgiu naturalmente e está seguindo. De certa forma muito mais colorida que preta e branca e só em alguns dias da semana. Ele deu um rápido beijo nela e ela ficou estupefata e todos os turbilhões de emoções foram liberados naquele segundo de encontro de lábios que até hoje ela não sabe dizer se foi casual ou se significou alguma coisa (pelo menos para ele). Pois para ela foi como ter tido a opotunidade de voltar ao passado e resgatar algo no qual poderia ter sido vivido, mas não foi. E o destino, ou algo do tipo, em seu tom irônico brincou mais uma vez com seus 'pausinhos' e mostrou por mais uma vez que nada está perdido.

Sunday, March 6, 2011

Eu carrego você comigo.

Eu carrego seu coração comigo, eu o carrego no meu coração. Eu nunca estou sem ele. Onde quer que eu vá, você vai, querido. Eu não temo o destino, porque você é o meu destino. Eu não quero o mundo por mais belo que seja, porque você é meu mundo, minha verdade. Este é o maior dos segredos que ninguém sabe.Você é a raiz da raiz, e o botão do botão. E o céu do céu de uma árvore chamada vida; que cresce mais alta do que a alma pode esperar ou a mente pode esconder. Este é o milagre que distancia as estrelas. Eu carrego seu coração, e eu o carrego no meu coração. Se uma imagem vale por mil palavras, por não estar me vendo agora é que preciso de mil palavras pra te descrever o que sinto. Eu filho do sol de corpo imortal encontrei em ti, uma paixão lunar. E a tua luz refletida no mar me faz querer andar por sobre as águas como se eu pudesse mesmo caminhar por sobre elas. Ah... essa condição humana marcada pela transitoriedade, esses laços que se desfazem com qualquer vento contrário, esses momentos que acabam. O mundo foi feito para girar e enquanto ele roda, tudo se transforma ou acaba. O que poderia essa minha paixão contra todas essas probabilidades? E nossa saída para essa impossibilidade terrena é o nosso destino cósmico, que sempre quis que feito duas estrelas, cada um em sua galáxia, brilhássemos. E assim desconectados nossa esperança sempre foi que os nossos raios de luz um dia pudessem em algum confim do universos se encontrar. E eles se encontraram! Por isso não te quero como um prolongamento meu, nem desejo amar-te feito uma criança, que ama pela necessidade de sobrevivência. Amo-te pelo que me faz sentir, pelo significado que dá a minha vida e pelo que vejo refletido de mim em ti. Ao unir a minha luz a tua luz juntos iluminaremos o caminho que se abre infinito a nossa frente, mesmo em meus momentos mais solitários, naqueles de mais vazio, sempre senti no fundo a sua presença, porque no fundo sempre soube que embora na distancia, jamais fomos separados...

 E. E. Cummings
Adaptação: Julia Castro

When we said 'bout love.

Participação especial: Matheus Ortiz.

Ela acorda as 6h. Ela começa o dia com aquela mesma sensação, ela se sente obrigada a fazer algo pra lutar
e correr atrás do que sente, porque no fundo ela teme que não exista um amanhã. Os afazeres do seu dia a tornam uma pessoa cansada e triste, por realizar apenas suas obrigações e não conseguir concretizar nenhuma das suas projeções. Sempre no 3 lugar, ela observa enquanto é guiada pelo mundo, através da janela parece fitar as esquinas procurando inutilmente a sua presença. Aquela única presença que é capaz de lhe trazer felicidade incessante, mas ela sabe que não o encontrará ali.

Ele acorda todos os dias, sempre com o desespero. Nem todas as suas noites são noites que se pode dormir com a mente tranquila. Ele sempre calmo, nunca demonstrou um sentimento de dor de tudo que havia passado anteriormente. Por dentro, ele tem medo, medo de que tudo aquilo que ele passou se repita, medo de um segundo erro. Em suas manhas, ele apenas reflete. Procura ter pensamentos leves mas dificilmente consegue. Sempre esteve a procura de uma pessoa que o completasse, que lhe desse a segurança de que aquilo não iria se repetir. Ele ainda tem medo, mas tem esperança de que um dia o sol venha brilhar pra ele de novo.

Ela sempre procurou um outro alguém nos alguéns que conheceu. Não um alguém em especial, mas aquele alguém que fosse somente seu. Aquele alguém que ela acharia perfeito em qualquer momento. E ele é o perfeito pra ela. Sem medidas exatas, mas ele a completa até nos defeitos. Ela sabe que é aquilo que ela quer, mas não sabe quanto a ele, se ela deve. Ela não precisa estar angustiada. Sempre foi tão linda e amada. Seu jeito tão simples chega a ser sensacional. Mas ela é tão insistente e teimosa que não faz o tipo desistente e derrotada. Ela tem muitos objetivos e o maior deles é não desistir de lutar, ela tem que ao menos tentar pra se sentir um pouco realizada. Ela quer dizer a ele o que sente. Seu medo de chegar corrói seu peito, e sua dúvida aumenta no mesmo grau que seu amor. Insanidade? Ele deveria saber que não é a única se sentindo assim. Durante a tarde ela vem tentando sufocar a saudade. Ela descansa seus pés na almofada, e enquanto inventa mil possibilidades pra chegar até lá, se sente tão inútil e intocada...

Como todo garoto, ele sente atração por garotas, mas ele ainda não achou a quem ter aquele sentimento maior, um sentimento que vale mesmo a pena. Ele quer alguém que pode lhe dar o mesmo que ele pode dar, com a mesma intensidade, com o mesmo amor. Ele está sempre rodeado pelos amigos. Sempre bem humorado, nunca demonstrou nada dessa DOR pra nenhum de seus amigos, ele sempre a deixou guardada consigo. Esperança; é aquilo o que mais o motiva à sua busca insaciável, mas o medo lhe atrapalha. Ele tem muita perseverança consigo, e vai lutar por tudo que sonha, e irá proteger a quem ama. Seus sentimentos não mentem. Ele quer botar tudo pra fora, e deixar tudo fluir, deixar acontecer do jeito que foi predestinado a ser.
Ele passa sua tarde com esses pensamentos confusos, e que lhe trazem mais medos. Deixa seus pensamentos irem alem da perfeição de estar com alguém. Ele sente um aperto no coração, se sente solitário.

No fundo ela só espera angustiada que ele fale o que sente. Ela sabe que pode ser aquele alguém exato que ele procura. Ela pode ser o encaixe, aquilo que falta pra felicidade dele, praquela felicidade toda planejada pros dois. Ela só espera um passo dele pra continuar, sendo isso positivo ou não. Ela quer que ele diga que a ama, ou que peça pra que ela o deixe em paz. Ela deita a cabeça em seu travisseiro e pensa em tudo, em todos os planos que já fez e fracassou, em tudo que tentou e não deu certo. Ela não poderia estar errada dessa vez.

Com todo aquele sentimento que ele está, ele pensa sem cansar, sobre tudo o que ele sente por ela. Não são exatamente pensamentos, e sim uma projeção de momentos em que ele finalmente fala pra ela que a ama de verdade. Essa foi a conclusão que ele teve depois de tanto pensar. Ele ainda tem medo, mas está prestes a fazer aquilo que ele realmente quer... Apenas dizer a ela um simples “eu te amo!” e não pensar em nada mais, só em falar seus sentimentos para ela, sem pensar nas conseqüências. Ele estava certo disso.

Ela pensa em desistir sem tentar mais, porque acha que se ele quisesse sua comapnhia ele teria solicitado. Ela caminha até seu quarto, deita a cabeça no travesseiro e dorme, sonhando com um novo dia e criando novas expectativas. Ela sonha apenas que tudo dê certo, e que se não for dessa vez, será de uma próxima e assim sucessivamente. Ela não desistiu do amor. Ela apenas desistiu de tentar ser amor, agora ela apenas vai deixar que as coisas aconteçam sem que ela force nada. O que tiver de ser e o que tiver de se fazer, assim será. Ela fecha os olhos então, e num sono bem leve, pensando em ser feliz ela começa a sonhar...

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